Papel de embalagem se compra por Kg e se recebe em bobinas.
Mas, quantos Kgs tem uma bobina de papel?
Isto depende do diâmetro de cada bobina e de sua largura. Para uma mesma largura (por exemplo, 120 cm), bobinas com diâmetros diferentes tem pesos diferentes.
Se em sua recepção você não pesa a bobina, USE A TRENA!
Basta medir o diâmetro de cada bobina recebida e observar as figuras e a Tabela abaixo:
o peso padrão é para papel de gramatura de 80g/m2. Pode haver variação, conforme a gramatura, de +- 10% em relação ao peso aproximado da tabela.
Se o peso verificado não bater com o emitido na nota fiscal, verifique usando a balança.
1. INTRODUÇÃO
Esta Seção apresenta informações técnicas e comerciais gerais sobre papéis de embalagem, papelões e cartões, de forma a orientar o cliente sobre as opções existentes no mercado e as características básicas de cada um dos produtos comercializados, auxiliando-o a especificá-los corretamente por ocasião de seus pedidos de fornecimento e a cotejar cotações provenientes de diferentes empresas.
2. ESPECIFICAÇÕES GERAIS E USOS
2.1. PAPÉIS PARA EMBALAGENS LEVES OU EMBRULHOS
Estiva e maculatura
Papel fabricado essencialmente com aparas, em cor natural acinzentada, com gramatura entre 70 e 120 g/m2, sendo a mais comum a de 120 g/m2 para pepel maculatura e 80 g/m2 para papel estiva. O papel maculatura é vendido normalamente em bobinas de 60, 80 e 120 cm de largura.; o estiva em resmas. Usados para embrulhos que dispensam apresentação, tubetes e conicais.
Manilhinha
Papel fabricado com aparas, pasta mecânica ou semiquímica, em geral na gramatura entre 40 e 45 g/m2, monolúcido ou não, geralmente na cor natural e em folhas dobradas. Usado essencialmente nas padarias.
Manilha - HD
Papéis fabricados com aparas, pasta mecânica e/ou semiquímica, em geral na gramatura entre 40 e 100 g/ml, monolúcidos em cores características ou cor natural. Usados para embrulhos nas lojas e em embalagens industriais.
Tecido
Papel para embalagem, fabricado com pasta química e pasta mecânica ou aparas limpas, na gramatura entre 70 e 120 g/m2, com boa resistência mecânica e geralmente nas cores creme, bege e azul. Utilizado essencialmente para embalagem de tecidos e confecção de envelopes.
Crepado
Papel para fins específicos, com crepagem obtida durante a fabricação para aumentar sua elasticidade e maciez, fabricado essencialmente com pasta química. Usado para reforço de costura em sacos multifoliados, base para fitas adesivas, germinação de sementes , base para lençóis plásticos e embalagem de peças metálicas.
Strong
• Strong de Ia.
Papel para embalagem, fabricado com pasta química, geralmente sulfito e/ou aparas de cartões perfurados, na gramatura entre 40 e 80 g/m2, em geral monolúcido, branco ou em cores claras. Usado essencialmente para'a fabricação de sacos de pequeno porte, forro de sacos e para embrulhos.
• Strong de 2a.
Papel similar ao strong de 1a., mas em cuja fabricação entram, também,aparas limpas e/ou pasta mecânica.
Seda
Papel para embalagem, fabricado com pasta química branqueada ou não, na gramatura entre 20 a 27 g/m2 branco ou em cores. Usado para embalagens leves, embrulhos de objetos de arte, intercalação, enfeite e proteção de frutas.
Impermeáveis
Papel para embalagem, com baixa permeabilidade a substâncias gordurosas. Distinguem-se os seguintes sub-grupos:
• Glassine, cristal ou pergaminho
Papel fabricado com pasta química branqueada, altamente refinado para alcançar, em conjunto com a supercalandragem, a transparência. Quando opaco, sob efeito de cargas minerais, adquire aspecto leitoso translúcido. Fabricado geralmente a partir de gramatura de 30 g/m2 e com impermeabilidade elevada. Usado preferencialmente para embalagem de alimentos, base papel de auto-adesivo, proteção de frutas nas árvores e semelhantes.
• Granado
Papel similar ao glassine, cristal ou pergaminho, porém com menor transparência e impermeabilidade que estes, devido à presença de outras pastas. Fabricado também em cores.
• Greaseproof'
Papel de elevada impermeabilidade às gorduras, fabricado com pasta química branqueada, geralmente na gramatura entre 30 e 80 g/m2. Translúcido sem supercalandragem e de coloração branca ou ligeiramente amarelada. Usado essencialmente para embalagem de substâncias gordurosas.
• Fosco
Papel de baixa impermeabilidade, fabricado com pasta química, geralmente na gramatura de 40 g/m2, translúcido, sem supercalandragem, de coloração natural. Usado, por exemplo, para desenhos e embalagem descartável para alimentos.
Kraft
Papel para embalagem, cuja característica principal é a resistência mecânica. São destacados os seguintes usos para melhor classificação.
• Kraft natural para sacos multifoliados
Papel fabricado com pasta química sulfato não-branqueada, essencialmente de fibra longa, geralmente na gramatura entre 80 e 90 g/m2. Altamente resistente ao rasgo, à tração e com boa resistência ao estouro. Usado essencialmente para sacos e embalagens industriais de grande porte.
• Kraft, natural ou em cores, para outros fins
Fabricado com pasta química sulfato não-branqueada, essencialmente de fibra longa, geralmente na gramatura entre 30 e 150 g/m2, monolúcido ou alisado. Com resistência mecânica semelhante ao kraft natural para sacos multifoliados. Usado para fabricação de sacos de pequeno porte, sacolas e embalagens em geral.
• Kraft branco ou em cores
Fabricado com pasta química sulfato branqueada, essencialmente de fibra longa, geralmente na gramatura entre 30 e 150 g/m2, monolúcido ou alisado. Usado como folha externa em sacos multifoliados, sacos de açúcar e farinha, sacolas e, nas gramaturas mais baixas, para embalagens individuais ou embrulhos.
• Tipo kraft de Ia.
Papel para embalagem, semelhante ao kraft natural, porém com menor resistência mecânica. Fabricado com pelo menos 5O% de pasta química, geralmente na gramatura superior a 40 g/m2, monolúcido ou não. Usado geralmente para fabricação de saquinhos, embrulhos e embalagens em geral.
• Tipo kraft de 2a.
Papel semelhante ao tipo kraft de Ia., porém com resistência mecânica inferior, geralmente na gramatura superior a 40 g/m2, monolúcido ou não. Usado para embrulhos e embalagens em geral.
2.2. PAPÉIS PARA FABRICAÇÃO DE PAPELÃO ONDULADO
Papéis de embalagem produzidos especialmente para a fabricação de papelão ondulado. Distinguem-se vários sub-grupos, apresentados a seguir:
• Miolo
Papel fabricado com pasta semiquímica e/ou mecânica, e/ou aparas, tendo geralmente gramatura entre 120 e 150 g/m2. Usado na confecção do miolo do papelão ondulado.
• Capa de 1a.
Papel fabricado com elevada porcentagem de fibras virgens, geralmente na gramatura mínima de 120 g/m2 , em atendimento às especificações de resistência mecânica requeridas para constituir capa ou forro das caixas de papelão ondulado.
• Capa de 2a.
Papel semelhante ao capa de Ia., porém com propriedades mecânicas inferiores, devido à utilização de proporção considerável de matérias-primas recicladas.
2.3. CARTÕES E CARTOLINAS
São cartões que se caracterizam essencialmente por sua elevada gramatura e relativa rigidez, conforme requerida para a produção de cartuchos, mostruários, pastas e caixas pequenas.
Cartão Duplex
Cartão composto de forro e suporte, na gramatura entre 200 e 600 g/m2, usado na confecção de cartuchos e displays, impressos ou não. O Forro é a camada superior, geralmente fabricada com pasta química branqueada, monolúcido, com ou sem tratamento superficial. O Suporte é constituído pelas camada(s) inferiores, fabricada(s) com pasta não-branqueada e/ou aparas.
Cartão Triplex
Cartão cujo suporte é forrado em ambas as faces. De usos e características semelhantes ao cartão duplex.
Cartão Branco
Cartão de uma só massa, em uma ou várias camadas, com acabamento de acordo com a finalidade e fabricado com pasta química branqueada. Distinguem-se vários subgrupos, que são destacados a seguir:
• Cartão branco para embalagem ("folding")
Cartão usado geralmente para embalagens, com corte e vinco, impresso, fabricado em uma ou mais camadas na própria máquina de papel, com pasta química branqueada, na gramatura de 180 g/ml, podendo ser revestido.
• Cartão para copos
Cartão de rigidez controlada, resistente à recravagem, com alta colagem, fabricado com pasta química branqueada, na gramatura entre 150 e 270 g/m2 para confecção de copos (fundo e corpo).
2.4. CARTÕES EM CORES
Cartões coloridos, usados principalmente para confecção de fichas e pastas para arquivo. Fabricados em uma ou mais camadas e diferenciados como segue:
• Cartões brancos e em cores para impressos
Cartões fabricados essencialmente com pasta química branqueada, de uma só massa e em uma só camada, com ou sem tratamento superficial, alisados ou supercalandrados, na gramatura acima de 150 g/m2. Usados para impressos, pastas para arquivos, cartões de visita e comerciais, confecção de fichas e similares.
• Outros cartões brancos e em cores
Cartões fabricados com pasta química, semiquíriiica, aparas e/ou pasta mecânica, de uma só massa e em várias camadas, na máquina de papel ou de colar (Bristol), alisados ou monolúcidos, na gramatura superior a 150 g/m2. Usados para confecção de pastas para arquivos, fichas impressas e embalagens .
2.5. PAPELÕES
Cartão de elevada gramatura e rigidez. Fabricado essencialmente de pasta mecânica e/ou aparas, geralmente em várias camadas da mesma massa. Sua cor, em geral, é conseqüência dos materiais empregados na sua fabricação. Usado na encadernação de livros, suporte para comprovantes contábeis, caixas e cartazes para serem recobertos. Comercializado em formatos e identificado por números que indicam a espessura das folhas contidas em um amarrado de 25 quilos. Distinguem-se diversos subgrupos, descritos a seguir:
Papelão Branco ou Paraná
Papelão fabricado com fibras geralmente virgens de pasta mecânica ou mecanoquímica. Utilizado para fabricação de caixas de doces, embalagens de pizzas e artefatos diversos a partir de corte.
Papelão Pardo
O papelão pardo é obtido de pasta mecânica em toras pré-impregnadas com vapor, tendo a cor cinza característica. É usado básicamente em encadernação de livros.
Papelão Fibra
Semelhante ao papelão pardo, porém com cor preta. Usado para diversos fins na indústria de equipamentos de som.
Papelão Couro
O papelão couro é obtido de pasta mecânica em toras pré-impregnadas com vapor, tendo a cor marron característica e dureza superficial bastante superior à do papelão pardo. É usado básicamente em encadernação de livros e na indústria de calçados e bolsas.
Polpa Moldada
Produto obtido a partir de pastas químicas, mecânicas, branqueadas ou não e/ou aparas, na forma desejada para o uso específico, natural ou em cores.
A Tabela 01 apresenta algumas características técnicas básicas dos cartões e papelões de nossa linha de comercialização.
Tabela 01 - Características Técnicas Básicas - Papelões
| Produto | Número | Folhas por amarrado de 25kg |
Gramatura (g/m2) |
Espessura (mm) |
|---|---|---|---|---|
| Papelão Branco | 60 | 30 | 1050 | 2,10 |
| 70 | 35 | 900 | 1,9 | |
| 80 | 40 | 780 | 1,50 | |
| 100 | 50 | 625 | 1,30 | |
| 120 | 60 | 520 | 1,10 | |
| 140 | 70 | 450 | 0,90 | |
| 160 | 80 | 400 | 0,80 | |
| 180 | 90 | 350 | 0,70 | |
| 200 | 100 | 310 | 0,60 | |
| Papelão Couro | 20 | 10 | 3125 | 3,60 |
| 25 | 12 | 2500 | 3,00 | |
| 30 | 15 | 2100 | 2,70 | |
| 35 | 17 | 1800 | 2,10 | |
| 40 | 20 | 1600 | 1,90 | |
| 50 | 25 | 1250 | 1,50 | |
| 60 | 30 | 1050 | 1,20 | |
| 70 | 35 | 900 | 1,10 | |
| 80 | 40 | 780 | 1,00 | |
| 90 | 45 | 700 | 0,95 | |
| 100 | 50 | 625 | 0,90 | |
| Papelão Pardo | 15 | 15 | 2100 | 2,85 |
| 18 | 18 | 1750 | 2,30 | |
| 20 | 20 | 1550 | 1,90 | |
| 25 | 25 | 1250 | 1,65 | |
| 30 | 30 | 1050 | 1,45 | |
| 35 | 35 | 900 | 1,30 | |
| Cartão Semikraft | 80 | 40 | 780 | 1,30 |
| 90 | 45 | 700 | 1,20 | |
| 100 | 50 | 600 | 1,10 | |
| 120 | 60 | 500 | 0,90 | |
| 140 | 70 | 450 | 0,80 | |
| 160 | 80 | 400 | 0,70 | |
| 180 | 90 | 350 | 0,60 | |
| 200 | 100 | 300 | 0,50 |
INTRODUÇÃO
Esta Seção fornece orientações básicas para que o comprador de embalagens de papelão ondulado possa especificar de forma clara e precisa o produto que pretende adquirir, de forma a equalizar técnica e econômicamente as propostas de diferentes fornecedores. As embalagens de papelão ondulado são usadas principalmente para despacho e estocagem, ou seja, como embalagens finais que protegem o conteúdo, evitando que este sofra danos durante o transporte e o armazenamento.
TERMINOLOGIA DA INDÚSTRIA DE PAPELÃO ONDULADO
MATERIAIS, COMPONENTES E PRODUTOS
Papelão Ondulado
Estrutura formada por um ou mais elementos de papel ondulados (miolos), fixados a um ou mais elementos de papel planos (capas e/ou forros), por meio de adesivo aplicado no topo das ondas (Figuras 1 a 6).
Chapa
Folha de papelão ondulado plana definida por duas medidas: largura e comprimento, nesta ordem; a largura é sempre a dimensão paralela à onda (Figura 6). É o componente do qual se fazem as caixas de ondulado.
Caixa de Papelão Ondulado
Embalagem rígida, cujas paredes são formadas por uma ou mais chapas de papelão ondulado cortadas, vincadas e entalhadas, ou somente cortadas e vincadas.
Capa
Elemento plano do papelão ondulado. Em função de sua posição na chapa, pode ser externa, intermediária e interna. A capa interna é também chamada de forro. Por extensão, chama-se capa ao papel ou cartão usado para esta finalidade (Figura 6).
Miolo
Elemento ondulado do papelão ondulado. Por extensão, chama-se miolo ao papel usado para esta finalidade (Figura 6).
Onda
Configuração geométrica dada ao miolo, na máquina onduladeira, para posterior colagem à ou às capas. Os seguintes tipos de onda são usuais:
Onda A
Onda B - também chamada de onda baixa. Espessura média de 3 mm.
Onda C - a mais comum. Espessura média de 4 mm.
Onda D
Papelão Ondulado de Face Simples
Estrutura formada por um elemento ondulado (miolo) colado a um elemento plano (capa) (Figura 1). Geralmente comercializado em forma de bobinas, para embalagem de peças de grande porte, forração e confecção de pequenas embalagens especiais.
Papelão Ondulado de Parede Simples - Duplex
Estrutura formada por dois elementos planos (capa e forro) colados a um elemento ondulado (miolo) intercalado (Figura 2). Chamando também de papelão ondulado duplex, é o mais comumente utilizado para embalagens de despacho.
Papelão Ondulado de Parede Dupla - Triplex
Estrutura formada por três elementos planos (capas) colados a dois elementos ondulados (miolos), intercalados (Figura 3). Chamado de papelão ondulado triplex, é usado em embalagens que suportam conteúdos de maior peso ou dimensões.
Papelão Ondulado de Parede Múltipla
Estrutura formada por quatro ou mais elementos planos (capas) colados a três ou mais elementos ondulados (miolo), intercalados (Figuras 4 e 5). É usado na confecção de acessórios.
Vinco
Risco determinado por amassamento do papelão ondulado, para possiíbilítar a dobragem uniforme da chapa (Figura 8).
Entalhe
Corte efetuado na chapa de ondulado, com interrupções, atravessando toda sua espessura. Pode ser ou não seguido de vinco (Figura 8).
Acessórios
Peças de papelão ondulado, usadas dentro das caixas, com a finalidade de reforçá-las e/ou proteger e/ou separar o conteúdo. Em alguns casos são usados externamente.
lgualador de Abas
Acessório, com mesma espessura do papelão ondulado da caixa, usado para preencher o vão existente entre as abas internas, em determinadas caixas (Figura 09).
Separador
Acessório utilizado em posição diferente da horizontal, para proteger e/ou separar unidades dentro da caixa (Figura 10).
Tabuleiro
Acessório utilizado horizontalmente, para proteção do fundo e/ou topo da caixa, ou para separar camadas de unidades dentro da mesma (Figura 11).
Divisão
Acessório formado pelo encaixe de dois ou mais pedaços de papelão, constituindo quatro ou mais células adjacentes (Figura 12).
Divisão com Extensão
Tipo especial de divisão, que permite afastar o conteúdo das paredes da caixa (Figura 13).
Cinta de Reforço
Acessório vincado destinado a reforçar as paredes da caixa (Figura 14).
Cinta com Flanges
Tipo especial de cinta, destinado a afastar o conteúdo das paredes da caixa (Figura15).
Cantoneira
Acessório usado interna e/ou externamente junto a quinas e/ou arestas da caixa (Figura 16).
Amarrado
Conjunto de caixas ou peças de papelão ondulado amarradas por fios, cordéis, fitas de aço ou outras, constituindo unidades de despacho.
Selagem
Operação final de lacração da caixa, por meio de fíta gomada, adesivo, grampos, fitas ou outros meios.
Fechamento
Operação de composição final da junta da caixa, realizada por materiais de fechamento ou por colagem/grampeamento da orelha.
Materiais de Fechamento e Selagem
Fita de Papel Gomado
Fita de papel com adesivo em uma das faces, usualmente aplicada em juntas de fabricação sem orelhas e na selagem da caixa de papelão ondulado.
Fita Gomada Papel-Pano
Fita combinada de papel laminado a uma fita de pano, com adesivo na face do papel, usualmente aplicada em juntas de fabricação sem orelhas e na selagem da caixa de papelão ondulado.
Fita de Pano Gomado
Fita de pano com adesivo em uma das faces, usualmente aplicada em juntas de fabricação sem orelhas e na selagem da caixa de papelão ondulado.
Grampos Latonados
Grampos de latão, com dimensões aproximadas de 2 cm, usados para grampeamento da testeira à lateral através da orelha.
Cola Vegetal
Utilizada para colagem da testeira à lateral através da orelha.
PARTES DAS CAIXAS DE PAPELÃO ONDULADO
Painéis
Qualquer face da caixa, exceto topo e fundo. Os dois painéis de área maior são chamados laterais; os dois área menor são chamados testeiras (Figura 7).
Abas
Partes da caixa que se dobram para formar as paredes correspondentes ao topo e ao fundo. As abas das testeiras, geralmente dobradas primeiro, são chamadas abas internas. As abas das laterais, geralmente dobradas sobre as das testeiras, são chamadas abas externas (Figuras 7 e 8).
Flange
Parte da caixa ou acessório semelhante à aba, de pequeno comprimento, com várias funções (Figura 15).
Junta de Fabricação
Junção formada pelas extremidades da chapa que constitui a caixa, cinta ou outro acessório, através de fita gomada, adesivo, grampos ou encaixes (Figura 7).
Orelha
Extensão, de corte especial, em um dos painéis extremos da caixa, para ser colada ou grampeada ao outro painel extremo formando a junta de fabricação da caixa (Figuras 7 e 8).
DIMENSÕES DAS CAIXAS DE PAPELÃO ONDULADO
A expressão refere-se sempre às dimensões internas, adiante definida, que são sempre dadas, por convenção, em milímetros (mm), na seguinte ordem: comprimento x largura x altura. Conhecida a altura, o comprimento é a maior das duas dimensões restantes.
Dimensões Internas
Dimensões limitadas pelas faces internas da caixa.
Dimensões Úteis
Dimensões relativas ao espaço destinado ao conteúdo. São iguais às dimensões internas quando a caixa não tem cinta com flanges.
Espessura da Chapa
Medida entre as faces externas de uma chapa de papelão ondulado. Expressa, por convenção, em milímetros (mm) (Figura 6).
TIPOS DAS CAIXAS DE PAPELÃO ONDULADO - ABNT CB51
Os principais estilos de caixas de cada tipo são indicados nas Figuras do Apêndice A, juntamente com seus códigos de identificação. Os dois primeiros dígitos deste código indicam os Grupos básicos, que são descritos a seguir.
Caixas Tipo Normal ou “Maleta” - Grupo 02
Consistem de uma peça com junta grampeada, colada ou com fita gomada e com abas nas partes superior e inferior. São despachadas planas, prontas para uso, e requerem selagem das abas.
Caixas Tipo Telescópico ou “Tampa e Fundo” - Grupo 03
Consistem de mais de uma peça e são caracterizadas por uma tampa e/ou fundo encaixando sobre o corpo da caixa.
Caixas Tipo Envoltório - Grupo 04
Consistem usualmente de uma única peça. O fundo da caixa se dobra para formar duas ou todas as paredes laterais e a tampa. Estas caixas podem ser montadas sem a necessidade de grampos, colagem ou fita gomada. Linguetas para travar, alças para transporte ou painéis podem ser incorporados nos desenhos.
Caixas Tipo Gaveta - Grupo 05
Consistem de várias cintas que se introduzem em diferentes direções, umas nas outras. Este grupo também inclue cintas externas para outros tipos de caixas.
Caixas Tipo Rígido - Grupo 06
Consistem de duas peças separadas para formação das testeiras e um corpo que requerem grampeamento ou operação semelhante para montagem.
Caixas Tipo Pré-Montado - Grupo 07
Consistem básicamente de uma peça. São entregues planas e porntas para uso mediante simples montagem.
Caixas Especiais - Grupo 08
Tipos especiais, não cobertos pelos anteriores.
Acessórios Internos - Grupo 09
Acessórios como cintas para reforço, tabuleiros, separadores, divisões e outros.
EMBALAGENS ADEQUADAS À UNIDADE DE CARGA
As dimensões planas das embalagens adequadas ao pallet padrão de 1140 x 1140 mm são padronizadas pela norma ABNT NBR 8730.
Define-se dimensão plana como as dimensões de um retângulo definido pelo comprimento e largura da caixa.
As dimensões planas nominais das embalagens, indicadas em mm, e o arranjo das mesmas sobre o pallet padrão, são mostrados nas Figuras do Apêndice B.
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DAS CAIXAS E DE SEUS COMPONENTES
As principais características técnicas dos materiais e das caixas de papelão ondulado de Irmãos Babadópulos, descritas a seguir, são indicadas na Tabela 1.
Gramatura
É o peso da chapa da qual se fabrica a caixa, medida em g/m2 . A gramatura da chapa pode ser calculda a partir das gramaturas dos papéis componentes da(s) capas e do(s) miolos através de:

onde
Gramchapa ....................... gramatura da chapa.
Gramcapa ......................... gramatura do papel da capa
Grammiolo ........................ gramatura do papel do miolo, em geral 130-140 g/cm2
Gramforro...........................gramatura do papel do forro
Resistência ao Arrebentamento - Mullen Test
Resistência oferecida pela chapa de papelão ondulado à pressão necessária para produzir o seu estouro, quando aplicada, em aparelho específico, de maneira uniformemente crescente, mediante um diafragma elástico. É expressa em kgf/cm2 ou lbf/pol2.
Resistência à Compressão ou de Coluna
Resistêncía oferecida pela caixa de papelão ondulado à fôrça, uniformemente crescente, aplicada no sentido vertical, em aparelho específico, estando a caixa em sua posição normal de uso, selada e usualmente sem conteúdo. É expressa em Newtons (N) ou Kgf, sendo 1 Kgf = 9,8 N. Pode ser estimada através da seguinte expressão:

onde
RC .................... resistência à compressão (N)
k ....................... = 5,6 para onda C (duplex)
= 4,6 para onda BC (triplex)
C ...................... resistência de coluna vertical do papelão (N/cm)
e ....................... espessura do papelão (cm)
z ....................... perímetro da caixa (cm)
Absorção de Água
Quantidade de água absorvida pela chapa de papelão ondulado. A absorção (teste de Cobb) é calculada através da seguintes f’órmula:

onde
A ........................absorção da água (g/m2)
P ........................ massa inicial da amostra
P1 .......................massa final da amostra (g)
As demais características técnicas usuais, e que são atestadas ao cliente sob ensaio particular para cada fornecimento, são as seguintes:
Resistência ao Esmagamento
Resistência oferecida pelo miolo da chapa de papelão ondulado submetida, em aparelho específico, a uma pressão uniformemente crescente aplicada perpendicularmente à sua superfície, sob condições que evitem movimentos laterais das faces. É expressa em kg/cm2.
Resistência ao Impacto
Resistêncía oferecida pela caixa, selada e com seu conteúdo, ao impacto contra um anteparo rígido. Pode ser feita por queda livre da caixa ou posicionando-a sobre um carrinho que corre sobre um plano inclinado contra um para-choque. O resultado do teste é avaliado pela análise feíta dos danos causados à embalagem e ao seu conteúdo.
Resistência à Perfuração
Resistência oferecida pela chapa de papelão, em aparelho específico, à perfuração feita por uma ponta de punção, ponta esta com a forma de uma pirâmide triangular de ângulo reto a qual atravessa, completamente, a referida chapa de papelão ondulado. É expressa em kg/cm.
Resistência ao Tombamento
Resistência oferecida por uma caíxa de papelão ondulado, com o seu conteúdo, selada, a uma série de tombamentos sucessivos dentro de um tambor rotativo de características especiais. O resultado do -teste é avaliado pela análise feita dos danos causados à embalagem e ao seu conteúdo.
Resistência à Vibração
Resistência oferecida por uma caixa de papelão ondulado, com o seu conteúdo, selada, a v,ibrações produzidas numa mesa vibratória de construção especial, destinada a simular as vibrações que se podem verificar no transporte.
O resultado do teste é avaliado pela análise feita dos danos causados à embalagem e ao seu conteúdo.
Umidade
Quantidade de água contida na chapa de papelão ondulado, considerando-se como tal a perda de pêso de uma amostra, quando sêca até pêso constante em condições normalízadas de ensaio. É expressa em percentagem sobre o peso inicial da amostra.
NORMAS TÉCNICAS
As principais normas técnicas brasileiras aplicadas na indústria são as seguintes:
• Amostragem de Produtos de Papelão Ondulado - MB-1312
• Papelão Ondulado e caixas de papelão ondulado - TB-42
• Selagem de caixas de papelão ondulado e de papelão sólido para embalagens -NB-90
• Caixa de Papelão Ondulado - CB-51
• Condicionamento de produtos de papelão ondulado - MB-1313
• Embalagem de Ondulado - Determinação da resistência à compressão - MB-1322
• Embalagens de papel, papelão e polpa moldade- normas gerais para ensaio - NB-288
• Identificação das partes da embalagem de papelão ondulado - MB-1314
• Papel, cartão e papelão - condicionamento para ensaios - MB-760
• Papel, cartão e papelão - determinação da resistência ao estouro - Mullen - MB-757
• Papelão Ondulado - determinação da capacidade de absorção de água - Cobb MB-1309
• Papelão Ondulado - determinação da espessura - MB-1320
• Papelão Ondulado - determinação da gramatura - MB-1321
• Papelão Ondulado - determinação da resistência à compressão de coluna - MB-1317
• Papelão Ondulado - determinação da resistência à descolagem dos componentes - MB-2852
• Papelão Ondulado - determinação da resistência ao arrebentamento - MB-1315
• Papelão Ondulado - determinação da resistência ao esmagamento - MB-1316
• Papelão Ondulado - determinação do teor de umidade - MB-1323
















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